Enfermagem

Dia mundial do refugiado

Publicado em 20 de junho de 2020.

Nesse dia, dedicado à conscientização sobre a situação dos refugiados, é importante lembrar que os indivíduos e suas famílias refugiadas estão fora de seus países de origem por temores de perseguição, conflito, violência ou outras circunstâncias que necessitam de “proteção internacional”. Em 2017 existiam cerca de 25 milhões de refugiados em todo o mundo. Segundo o relatório da Agência da ONU para refugiados no Brasil, em 2018, o Brasil possuía 11.231 pessoas reconhecidas como refugiadas. Diante dessa condição, agravada pela pandemia de COVID-19, existe a necessidade de desenvolver as habilidades do enfermeiro para oferecer cuidados eficazes e de qualidade com empatia, compaixão, responsabilidade e respeito às diferenças culturais que envolvem a comunicação, as práticas e crenças em saúde. Para saber mais, acesse o “toolkit” de recursos para cuidar de famílias de refugiados/migrantes desenvolvido pela International Family Nursing Association (IFNA). Os recursos disponibilizados pela IFNA incluem: I) Estudos com evidências das melhores práticas, para oferecer cuidados eficazes e de qualidade, literatura atual relacionada à avaliação e intervenção focada na família, culturalmente sensível e baseada em pontos fortes; II) Declarações de Posição sobre famílias de imigrantes e refugiados; e III) Informação sobre organizações de enfermagem e de saúde que se interessam pela saúde familiar de refugiados, disponibilizando documentos e websites.

Guerra, Refugiados, Crianças, Ajuda, Sofrimento

Fonte: https://pixabay.com/pt/photos/guerra-refugiados-crian%C3%A7as-ajuda-929109/

Agência da ONU para refugiados. Dados sobre refúgio no Brasil. 2018. Available from:https://www.acnur.org/portugues/dados-sobre-refugio/dados-sobre-refugio-no-brasil

International Family Nursing Association. Position statements about Refugee/Migrating families [Internet]. 2019. Available from: https://internationalfamilynursing.org/2016/02/18/caring-for-refugee-families/

Enfermagem

Rede Latino-Americana de Enfermagem Familiar

Red de Enfermería de Familia en Latinoamérica

Bem-vindos(as) à Rede Latino-Americana de Enfermagem Familiar. A rede tem como objetivo promover avanços na área de Enfermagem, na atenção à saúde da família, reunindo enfermeiros para compartilhar e melhorar:
– As abordagens dos enfermeiros apoiadas em referenciais teóricos e práticos no cuidado e na pesquisa científica com famílias. Para participar acesse o formulário de registro.

Enfermagem

REPRESENTACIONES SOCIALES, DINÁMICAS Y FUNCIÓN FAMILIAR EN COMUNIDADES INDÍGENAS

Karla Ivonne Mijangos Fuentes*

Publicado em 15 de maio de 2020.

Las representaciones sociales (RS) son una epistemología y modelo que busca comprender e interpretar las realidades a través del análisis de los imaginarios, los estereotipos, las metáforas, los prejuicios, las diversas identidades y conocimientos de sentido común sobre un determinado fenómeno. En este sentido, las representaciones sociales nos permiten conocer las dinámicas sociales, económicas, culturales y de funcionamiento familiar en contextos situados, como lo son las comunidades indígenas. Desde esta perspectiva, el modelo de representaciones usa múltiples instrumentos, uno de ellos es el sociograma, el cual permite conocer las relaciones sociales internas que se dan en las estructuras y funcionamiento de las familias, y que a simple vista pueden pasar desapercibidas por los profesionales de la salud y otros investigadores. Es así que, el uso del sociograma dentro del modelo de representaciones sociales se muestra como una alternativa para la enfermería de familia, pues favorece la intervención intencionada para prevenir y/o modificar situaciones conflictivas o de riesgo en el interior de las familias.

Entender las representaciones y dinámicas relacionales de las familias, permitirá la deconstrucción y/o emancipación de prácticas y estructuras simbólicas y/o culturales que se han tejido en el lazo familiar, pero que pueden ocasionar escisiones y riesgos para las mismas. Por tanto, comprender e interpretar la raíz de los problemas que se generan en el círculo familiar, permitirá a los enfermeros de familia construir intervenciones más próximas a las necesidades relacionales, sobre todo, si se trata con familias indígenas.

En términos generales, el sociograma explora el grado de cohesión y la forma de estructura espontánea de cualquier grupo; pese a que la técnica se deriva de la pedagogía y la sociología, también puede ser de gran utilidad en Enfermería para estudiar a los grupos más consolidados como las familias, porque facilita la visión global de la estructura familiar y la posición de cada uno de los miembros. En esta línea, cuando se estudia a un grupo familiar bajo esta técnica, se distinguen tres dimensiones: 1) la estructura externa (el rol de cada uno de los miembros); 2) la estructura interna (las atracciones personales y los sentimientos) y; 3) la realidad social que interpreta las dos anteriores.

Finalmente, esta técnica sociométrica se sustenta bajo un principio principal que es la interacción en la familia, dependiendo de la popularidad que existe entre sus miembros. Así, se obtienen varias aristas para el análisis: el miembro popular (el que destaca por ciertas características y roles asignados), el aislado/a y el familiar rechazado o impopular. Por tanto, el sociograma permitirá detectar el grado en el que los miembros de las familias son aceptados o rechazados, las causas y/o motivos de dicha apreciación, así como las dinámicas de aceptación o rechazo de las diferentes prácticas en el interior de los grupos familiares.

*MsC en Investigación y Rol Avanzado en Enfermería. Estudiante de Doctorado en Ciencias Sociales por la Universidad Autónoma del Estado de México.

Enfermagem

Presença da família durante o atendimento emergencial: vivências de pacientes, familiares e profissionais de saúde

Autor: Mayckel da Silva Barreto*

Publicado em 26 de abril de 2020.

A presença da família durante o atendimento emergencial tem despertado a atenção de pesquisadores em diversas partes do mundo. Entretanto, sua ocorrência segue limitada, sobretudo, porque médicos e enfermeiros percebem que é necessário agregar maiores evidências para direcionar a prática assistencial. Nesse sentido, durante o ano de 2017 foi conduzido um estudo com o objetivo de elaborar um modelo teórico acerca das vivências de pacientes, familiares e profissionais de saúde sobre a presença da família durante o atendimento emergencial.

O estudo qualitativo adotou o Interacionismo Simbólico como referencial teórico e a Teoria Fundamentada nos Dados como referencial metodológico. Participaram 13 familiares, 13 pacientes e 16 profissionais selecionados a partir de amostragem teórica. Para a coleta das informações – que ocorreu em duas unidades públicas de emergência, localizadas no sul do Brasil – foi empregada a observação não participante e a entrevista face a face.

Os resultados permitiram identificar o fenômeno central: “Muitos pesos e muitas medidas: vivenciando na Sala de Emergência uma presença familiar condicionada, esporádica e instável”.

Pacientes e familiares, de forma semelhante, desejavam que as famílias acompanhassem o atendimento. Por sua vez, diante do cenário no qual os cuidados eram dispensados, os profissionais revelaram a necessidade de decidir “caso a caso” com cautela. A ocorrência dos polos presença ou ausência da família, aparentemente, se relacionava com a análise de quatro grandes aspectos: a) autoanálise profissional acerca das habilidades e preparo para atender aos pacientes sob o acompanhamento das famílias; b) análise das características dos familiares como, por exemplo, perfil, necessidades emocionais e preparo para acompanhar o atendimento; c) análise das características dos pacientes, como idade e nível de complexidade do quadro clínico e dos procedimentos realizados e; d) análise do ambiente e do contexto da Sala de Emergência (SE).

Identificou-se que o mais habitual era não permitir que as famílias acompanhassem o atendimento emergencial. Além disso, foi possível apreender, entre os profissionais, a existência de uma cultura social de exclusão familiar, a qual, mesmo não estando formalizada nas políticas institucionais, era amplamente aceita e compartilhada. Entretanto, percebeu-se também que a situação de presença ou ausência da família não era cristalizada. Em realidade, pelo fato de a avaliação profissional ser contínua ao longo do processo de prestação da assistência, a decisão balanceava entre permitir ou não a presença familiar.

Por fim, os familiares e pacientes que vivenciaram o atendimento com a presença da família atribuíram significados positivos à experiência, pois percebiam mais calma e segurança para ambos. Já os familiares e pacientes que não puderam vivenciar a experiência, revelaram não compreender os motivos que impediam a presença familiar. Mas, apesar disso, reconheciam que a decisão não poderia ser contrariada.  A percepção de que aceitavam a decisão dos profissionais com total resignação, intensificava o sofrimento da díade paciente-família.

Sugere-se que para se manter os laços afetivos entre familiares e pacientes, durante o atendimento emergencial e possivelmente proporcionar menor sofrimento a ambos, é preciso considerar a possibilidade de permitir a presença da família na SE. Para isso, é importante o desenvolvimento de estratégias de intervenção que melhorem o processo formativo e de sensibilização dos profissionais; elaboração de políticas institucionais que atendam às necessidades locais e; melhorias na infraestrutura das unidades para receber as famílias.

*Enfermeiro. Doutor em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá, com período sanduiche na Universidade de Navarra (Espanha). Coordenador do curso de enfermagem da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Mandaguari (FAFIMAN). Docente do departamento de medicina do Centro Superior de Ensino de Maringá (UNICESUMAR). Coordenador no Brasil da Rede Internacional de Enfermagem em Cuidados Críticos (REINECC). Editor-chefe da Revista Paranaense de Enfermagem (REPENF).

Enfermagem

Sistemas de apoio utilizados pelos familiares para o processo de adaptação à internação da criança na unidade de terapia intensiva

Sistemas de apoio na unidade de terapia intensiva pediátrica: perspectiva dos familiares

Rev. Bras. Enferm. vol.72  supl.3 Brasília dez. 2019  Epub 13-Dez-2019

O estudo publicado pela Revista Brasileira de Enfermagem objetivou identificar e analisar os sistemas de apoio utilizados pelos familiares para o processo de adaptação à internação da criança na unidade de terapia intensiva. Métodos: pesquisa qualitativa, realizada em um hospital localizado na região Sul do Brasil. Coletaram-se os dados entre junho e julho de 2017, por meio de entrevista semiestruturada com familiares de crianças internadas. Para tratamento dos dados utilizou-se o modelo de adaptação e análise temática. Resultados: emergiram quatro temas: a família e os amigos como sistema de apoio; os componentes familiares de outras crianças internadas como sistema de apoio; a espiritualidade como sistema de apoio; a equipe de saúde como sistema de apoio. Considerações finais: foi possível identificar os sistemas de apoio utilizados no processo de adaptação familiar e suas manifestações de interdependência. Evidenciou-se a necessidade de os enfermeiros intensificarem a escuta visando fortalecer o sistema de apoio dos familiares das crianças internadas na unidade estudada.

Jéssica Stragliotto Bazzan; Viviane Marten Milbrath; Ruth Irmgard Bärtschi Gabatz; Marilu Correa Soares; Eda Schwartz; Deisi Cardoso Soares

Enfermagem

USO DO MODELO TEÓRICO DA ORGANIZAÇÃO SISTÊMICA NA AVALIAÇÃO FAMILIAR

O estudo objetivou produzir um levantamento sobre a aplicação do modelo teórico da organização sistêmica na avaliação da eficácia do funcionamento familiar e construir o estado da arte. Método: trata-se de estudo bibliográfico, descritivo, do tipo revisão integrativa, entre 2001 a 2017, nas bases de dados MEDLINE, LILACS, Google Scholar e na Biblioteca Virtuais SciELO, com consulta a especialistas via ResearchGate. Resultados: apresentaram-se 21 estudos desenvolvidos por enfermeiros em seis países, nos quais se evidenciaram a validade e a confiabilidade do instrumento ASF-E, avaliando a eficácia do funcionamento familiar, principalmente, em condições crônicas ou de vulnerabilidade. Utilizaram-se metodologia adequada e nível de evidência IV. Conclusão: conclui-se que o modelo teórico da organização sistêmica tem sido utilizado por ser considerado uma ferramenta válida para avaliar a saúde da família na em diferentes contextos de atuação da Enfermagem de famílias.

Rev enferm UFPE on line. 2019;13:e242282 DOI: 10.5205/1981-8963.2019.242282

Fernanda Lise, Eda Schwartz, Kathryn Hoehn Anderson, Marie-Luise Friedemann

Enfermagem

A bioética no cuidado de enfermagem com as famílias

A editora EDUEL lançou o livro  Pesquisar, ensinar e cuidar de famílias: desafios, avanços e perspectivas,   organizado por Sônia Silva Marcon; Mayckel da Silva Barreto e Ingrid Elsen. Esta obra é uma contribuição para “a reflexão frente ao processo de sistematização de cuidados às famílias, para a preparação profissional com enfoque no atendimento às demandas mais elementares dos familiares e para a produção de conhecimentos sobre as famílias saudáveis ou que convivem com uma enfermidade aguda ou crônica, inseridas em diferentes contextos assistenciais, como a Atenção Básica, o domicílio, a unidade hospitalar, entre outroso papel ético da família no cuidado de enfermagem com as famílias”.

Agradecemos aos organizadores pelo convite para contribuir com o capítulo “Perscrutando a bioética no cuidado de enfermagem à família“. Nesse, abordamos o tema bioética no cuidado de enfermagem à família, o qual é desafiador porque se percebe como pouco discutido no contexto da academia, da prática profissional e no cotidiano da vida das pessoas, pautado, muitas vezes, por um descuido sociocultural expressivo. Nesta perspectiva, faz-se necessário compartilhar a experiência da prática profissional, bem como, pessoal e da vivência de círculos de amizades sobre como as famílias têm realizado o cuidado com seus membros nas diversas etapas da vida e em diferentes condições de saúde.

SCHWARTZ, E. ; LISE, F. ; SANTOS, B. P. ; DE PAULA. E.A. ; CASTELBLANCO, D.C.C. ; SOARES, M. C. 

 

Enfermagem

Enfermagem no cuidado às famílias migrantes e refugiadas: tema emergente

Este editorial aborda a crise migratória mundial vivenciada por indivíduos e famílias migrantes ou refugiadas e como resposta, o Comitê de Práticas de Enfermagem da International Family Nursing Association (IFNA), criou um “toolkit” de recursos para cuidar de famílias de refugiados/migrantes. Estes recursos incluem: I) Estudos com evidências das melhores práticas, para oferecer cuidados eficazes e de qualidade, literatura atual relacionada à avaliação e intervenção focada na família, culturalmente sensível e baseada em pontos fortes; II) Declarações de Posição sobre famílias de imigrantes e refugiados; e III) Informação sobre organizações de enfermagem e de saúde que se interessam pela saúde familiar de refugiados, disponibilizando documentos e websites. Para ler mais

Fernanda Lise, Eda Schwartz, Norma Krumwiede, Maria do Céu Barbieri-Figueiredo. J. nurs. health. 2019;9(1):e199111

Enfermagem

ERROS INATOS DO METABOLISMO DO RECÉM-NASCIDO: ATUALIZAÇÃO DE ENFERMAGEM

Os erros inatos do metabolismo são doenças raras, responsáveis por danos à saúde de crianças que comprometem o seu desenvolvimento. Tais doenças podem ser rastreadas através da triagem neonatal, o que permite uma intervenção precoce, uma vez que a maioria dos recém-nascidos pode não apresentar sintomas ao nascer e apresentar os sinais e sintomas nas primeiras horas ou dias após o parto. Contudo, quando sintomáticos e não tratados adequadamente, podem evoluir negativamente, ocasionando déficit neurológico, disfunção hepática, transtornos digestivos, respiratórios, cardiopatia, entre outros. Este artigo de atualização de enfermagem tem como objetivo fornecer informações atualizadas sobre a atenção aos portadores de doenças raras de acordo com os princípios da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras. Para ler mais

Fernanda Lise, Aline Feijó, Viviane Marten Milbrath, Eda Schwartz

Revista Científica de Enfermagem, v.9, n.25, 2019.

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